estevao meloPode nos contar como é o trabalho da RádioWEB Fraternidade?

O trabalho é totalmente voluntário. Começou em Uberlândia, Minas Gerais, com Rubens Divino e um conjunto de pessoas que receberam a inspiração de montar uma rádio, que pudesse ser acessível a todas as pessoas em todo o mundo.

Iniciou um processo de investimento do próprio bolso. As pessoas, que começaram a ouvir a rádio e admirar o trabalho, foram se colocando como voluntários para fazer a captação em todos os lugares. Quando Divaldo viaja para a Europa, por exemplo, sempre há algum voluntário que faz essa captação, transmite para os nossos servidores aqui no Brasil e se divulga para o mundo.

Vocês têm alguma estatística de quantas pessoas são alcançadas por mês ou quantas pessoas ouvem a emissora?

Temos uma estatística recente, talvez seja mais significativa, da XIX Conferência Estadual Espírita. Tivemos quase vinte mil acessos, somente na sexta-feira [17.3.2017], de vinte e cinco países. O Brasil, sempre na frente, depois Estados Unidos, Canadá, Austrália, países da Europa muito interessados nesse processo.

Nossa expectativa é que, durante toda a Conferência, cheguemos a cinquenta, sessenta mil acessos - pessoas que estão ouvindo em algum momento, em algum lugar do mundo.

Como você avalia a importância da Rádio Fraternidade para o Movimento Espírita, o Movimento Espírita internacional?

Não só da Rádio, mas, de todos os veículos. Não somos os únicos. Existe a própria FEBTV, que faz um trabalho excelente, a TV Mundo Maior, a Rádio Boa Nova, enfim, são veículos que auxiliam na divulgação da Doutrina Espírita.

Acho fundamental esse trabalho, que deve ser fortalecido, ajudado, principalmente motivado pelos ouvintes e pelas pessoas que acompanham as nossas transmissões. Por quê? Porque ele se movimenta em torno de voluntariado e há dificuldade em motivar um voluntário.

O voluntário inicia, está muito motivado, mas a motivação, às vezes, acaba. O nosso trabalho todo é para os nossos ouvintes que têm acesso ao conteúdo, que é edificante. Um conteúdo de qualidade que transmitimos, como as exposições de Divaldo [Pereira Franco], de Alberto [Almeida], de Sandra [Della Pola], modifica a vibração do pensamento, a vibração mental no mundo. Hoje, quando ligamos a televisão ou o rádio, precisamos ter muita paciência e muita capacidade investigativa para achar um programa de bom conteúdo. Olhamos os conteúdos e eles são superficiais. Então, quando se fala desses veículos que trabalham em torno do Movimento Espírita, estamos falando de veículos que trabalham com um conteúdo de alta qualidade.

Gostaria de deixar uma mensagem final para os que se encontram na nossa Conferência?

A Conferência Estadual Espírita, se falarmos só em termos quantitativos, talvez seja a maior do mundo. Mas, vamos falar em termos qualitativos. A qualidade do que é proferido nesta Conferência é muito alta, ou seja, trazemos os melhores expositores dentro do Movimento. Claro que não dá para trazer todos, mas, são expositores em torno dos quais se formou o Movimento Espírita.

Para quem não conseguiu acompanhar todas as palestras ao vivo, haverá reprises na FEBTV, na RádioWeb Fraternidade. Tome conhecimento desse conteúdo porque é a partir dele que é definido um norte, um horizonte na perspectiva de todos nós, enquanto espíritas.

 

 

Entrevista concedida ao setor de Comunicação Social Espírita da Federação Espírita do Paraná, na XIX Conferência Estadual Espírita, no Expotrade, em Pinhais, em 18.3.2017.